Deixem os isentões em paz
Revendo o antológico filme “O resgate do soldado Ryan”, quando um grupo comandado por um tenente, interpretado por Tom Hanks, tenta pé sobre pé se desvencilhar das minas plantadas no solo pelos alemães, lembro que o hoje no Brasil também existe um solo muito perigoso principalmente para os eleitores que não querem escolher nem um nem outro candidato: são chamados, pejorativamente, isentões. São pessoas que, por princípio, preferem ficar de fora dessa mixórdia. Que relembram o Brasil histórico, que acompanha o racha imposto à sociedade desde 2002. São pessoas esclarecias e de boa memória. Esse grupo lembra bem de como teve início o nós contra eles, o puritanismo sectário da esquerda. O apontamento, o dedo em riste acusatório. Essas pessoas são coerentes. Eles sabem que se apoiarem um ou outro fere de morte aquilo que lhe é mais caro: a consciência. Como escolher apoiar dois grupos que parecem distintos, mas no frigir dos ovos são mitos parecidos na busca pelo poder. Apoia...