Deixem os isentões em paz
Revendo o antológico filme “O resgate do soldado Ryan”, quando um grupo comandado por um tenente, interpretado por Tom Hanks, tenta pé sobre pé se desvencilhar das minas plantadas no solo pelos alemães, lembro que o hoje no Brasil também existe um solo muito perigoso principalmente para os eleitores que não querem escolher nem um nem outro candidato: são chamados, pejorativamente, isentões.
São pessoas que, por princípio, preferem ficar de fora dessa
mixórdia. Que relembram o Brasil histórico, que acompanha o racha imposto à
sociedade desde 2002. São pessoas esclarecias e de boa memória.
Esse grupo lembra bem de como teve início o nós contra eles,
o puritanismo sectário da esquerda. O apontamento, o dedo em riste acusatório.
Essas pessoas são coerentes. Eles sabem que se apoiarem um
ou outro fere de morte aquilo que lhe é mais caro: a consciência.
Como escolher apoiar dois grupos que parecem distintos, mas
no frigir dos ovos são mitos parecidos na busca pelo poder.
Apoiar Lula é dar razão a Renan Calheiros, recordista em
processos que dormita nas gavetas do Supremo. O grupo de advogados intitulado Prerrogativas, que nunca quis de
fato defender a justiça, mas arreganhos tecnocrata com seus conchavos no STF.
É dar razão a Gilmar Mendes, de onde nasce boa parte da
insegurança jurídica que assola o país. É levar junto Gedel Vieira Lima, o do
dinheiro mofado na mala, Eunício Oliveira. E do próprio Lula, mentindo ao
afirmar ter sido inocentado. Essa frente ampla nunca foi pela Democracia, mas pelo
poder e pela impunidade.
Por outro lado temos o atual presidente, desumano, frio, que
não pode mais ser definido como o “tiozão
do pavê”, que faz piada sem graça. Temos um presidente totalmente descolado da
sociedade manchada com sangue das vítimas da Covid.
Que representa também ele um grupo corrupto que não mede
esforço na sua inconsequência vontade de permanecer no poder. Nem que isso
custe a insolvência do próprio Estado. Um presidente que lança mão de mentiras,
que comanda um grupo raivoso. Que coopta apoio através de compra de consciência
muito ofertada na nossa política.
Os isentões lembram bem disso: e muito mais. Eles sabem que
nem um nem outro vão conseguir unir esse país rachado por eles mesmos. Enquanto
isso resta se equilibrar nesse solo minado por essas duas forças que se
apresentam, mas representam apenas o atraso. Deixem os isentões paz.
Comentários
Postar um comentário