Na livre concorrência quanto mais opção, melhor.



Na livre concorrência quanto mais opção, melhor.

Na política, assim como na guerra, a verdade parece mesmo ser a primeira vítima. Ao mesmo tempo em que ressuscita cadáveres dante pensados soterrados. A demissão de Sérgio Moro causou um rebuliço talvez impensado com repercussões por todos os lados e seguimentos.
Para quem acompanha as redes sociais, principalmente o Twitter, percebe que o apoio à decisão de Moro ganhou grande adesão. Contrastando com a subida meteórica daqueles que aprovam o impeachment de Bolsonaro (54% de acordo com o Atlas Político).
Essa percepção de atordoamento se concretiza quando os bolsonaristas mais empedernidos se fixam à frente da TV para assistirem a uma suposta entrevista de Moro, que não aconteceu, apenas fruto da mente doentia desse grupo, ao Fantástico: uma humilhação. Afinal, trata-se da “Globolixo” como eles se referem à empresa. É um termômetro claro de que estão no modo desespero.
Há vídeos rodando com fanáticos queimando camisas com o rosto de Sérgio Moro, isso aproxima muito o lulopetismo (uso esse termo para englobar parte da esquerda, independente de partidos:são lulistas) do bolsonarismo.
Na realidade, a forma como Moro saiu, fazendo uma defesa enfática de valores e das instituições manda recado claro de que está no jogo, e que poderá ser o mote eleitoral já que petistas e bolsonaristas maltrataram por demais as instituições.
O temor da maioria da esquerda, e dos bolsonaristas é que os extremos foram abalados. Há uma terceira via. E que se essa via se confirmar, não adiantará um lado anabolizar o outro. A lógica binária será quebrada de modo irremediável. O Brasil de fato não precisa de heróis. Precisa de pessoas decentes. Um dia o Brasil encontrará.

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