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Mostrando postagens de abril, 2020

Na livre concorrência quanto mais opção, melhor.

Na livre concorrência quanto mais opção, melhor. Na política, assim como na guerra, a verdade parece mesmo ser a primeira vítima. Ao mesmo tempo em que ressuscita   cadáveres dante pensados soterrados. A demissão de Sérgio Moro causou um rebuliço talvez impensado com repercussões por todos os lados e seguimentos. Para quem acompanha as redes sociais, principalmente o Twitter, percebe que o apoio à decisão de Moro ganhou grande adesão. Contrastando com a subida meteórica daqueles que aprovam o impeachment de Bolsonaro (54% de acordo com o Atlas Político). Essa percepção de atordoamento se concretiza quando os bolsonaristas mais empedernidos se fixam à frente da TV para assistirem a uma suposta entrevista de  Moro,  que não aconteceu, apenas fruto da mente doentia desse grupo, ao Fantástico: uma humilhação. Afinal, trata-se da “Globolixo” como eles se referem à empresa. É um termômetro claro de que estão no modo desespero. Há vídeos rodando com fanáticos quei...

Quem irá por nós?

Quem irá por nós? Esses tempos de Coronavírus e pandemia forçou grande parte das pessoas, principalmente as mais conscientes da gravidade, um isolamento dolorido, mas necessário. Com isso, e tomado de parafernálias eletrônicas por todos os lados, não foi difícil chegar vídeos, áudios e texto de diversas partes, inclusive de Queimados. Através de vídeos, sim foram mais de um que passeou na minha timeline, descobri que a campanha já começou. Meio envergonhada, é claro. Mas já tá nas ruas. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) vai ter trabalho. Isso porque promete ser uma eleição atípica: tem período exíguo e grana curta. Com o caixa em baixa, principalmente depois da canetada do governador Witzel proibindo as blitzs que engordava, sem qualquer cerimônia a caixinha eleitoral e os depósitos de carros, Haja sola sapato. O primeiro vídeo a passar pelo meu facebook foi o do secretário de educação, Lenine Lemos. Dizem que será o candidato da situação. E que situação! Um município sup...

Recordação da Casa dos Mortos

Recordação da Casa dos Mortos Em tempo de confinamento, por conta do Coronavírus, é impossível não rememorar alguns comportamentos que praticava durante toda a vida e que pareciam perdidos. Não sei se acontece com vocês, mas aqui em casa o Banco Imobiliário voltou à moda. Talvez embarcando nos remakes de novelas da Rede Globo. Há momentos, durante essa prisão necessária que nos remete mesmo ao passado. Aconteceu mais um desses relances durante um pronunciamento do secretário de assistência social de Queimados, Elton Teixeira, ao anunciar como será a logística de distribuição de cestas básicas à população mais necessitada. Impossível não lembrar os Titãs, banda paulista referência no Rock nacional, que compôs a canção “Comida.” Grande sucesso, fazia crítica às péssimas condições de vida dos brasileiros no fim da década de 1980 e início da de 1990. Já naquele momento, o povo não necessitava apenas de comida, mas também de “arte, diversão, ballet.” Hoje digo que as pessoas preci...

Quem tem poder (dinheiro) não vai à UPA

           Quem tem poder (dinheiro) não vai à UPA Impossível em algum momento do dia não sentir uma sensação de impotência a tomar conta de boa parte das pessoas. Uma sensação de luto antecipado. Parodiando o poeta, parece que nesse caso do Coronavírus estamos todos com a bunda exposta na janela para que o Covid-19 passe a mão nela. Perdão, Gonzaguinha, merecia homenagem melhor. Mas não abro mão de tua genialidade. Nesta segunda, já foi noticiado que o sistema de saúde pública do Rio entrou em colapso, já não há leitos disponíveis. Hospitais de campanha estão sendo prometidos, mas montar parece o menor dos problemas. O busílis está em equipar hospitais, segundo especialistas. Uma morte nesse domingo, na UPA do município de Queimados, na Baixada Fluminense, chamou a atenção, pelo despreparo e falta de recurso para uma emergência. Sabemos o quanto médicos e enfermeiros estão se dedicando, arriscando suas vidas, inclusive muito...

Reflexo de uma loucura

Reflexo de uma loucura Para a ambição despótica do presidente Jair Bolsonaro parece não haver limite, tampouco responsabilidade. Após acusar Rodrigo Maia de querer o seu lugar, convocou sua militância a ir às ruas, mesmo com todo perigo que representa aglomeração devido ao Covid-19. O ocupante do Palácio do Planalto com seus arroubos, lembra o mito do rei Midas, só que olhando pelo reflexo de um espelho. Uma cópia, uma imitação, apenas uma representação do contrário. De acordo com a mitologia Grega, Midas foi um rei que certa vez auxiliou um velho que criara Baco, deus do vinho e da orgia, como recompensa, Baco concedera apenas um desejo a Midas. Sem refletir, pediu que tudo que ele tocasse virasse ouro.   Ao perder a filha, transformada em estátua de ouro de- pois de ser tocada por ele. Arrependeu-se e Baco retirou o que se tornara uma maldição. Como um Midas ao contrário, Bolsonaro consegue transformar em algo ruim tudo o que toca, no caso dele, que convive. Faz coisa...

Eles, o povo.

Eles, o povo. Até quando acerta, o governo Bolsonaro erra. Parece implicância, mas a dubiedade em liderar, somada a falta de compostura verborrágica ameaça jogar no lixo uma das melhores propostas de Medidas Provisórias já enviada pelo governo ao Congresso: trata-se do Contrato Verde e Amarelo para incentivar a geração de empregos. A MP consiste em contratação mais simples e com menos custos, para o empregador. E voltada para jovens de 18 a 29 anos; estendida na Câmara para trabalhadores acima de 55 anos e com mais de um ano sem carteira assinada. E as empresas também podem ter até 25% dos funcionários nas novas regras. No entanto, se a MP não for votada pelo Senado até segunda-feira ela caduca, ou seja, será arquivada. Mas, o que fica patente e deixa qualquer pessoa estarrecida, é saber o motivo pelo qual o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, toma essa decisão: demissão de Mandetta e a fala infeliz do presidente ao, mais uma vez, errar o canal de interlocução com crític...

O bombeiro é quem deveria mandar

O bombeiro é quem deveria mandar A denotar a face do presidente ao comunicar a demissão do agora ex-ministro da saúde Henrique Mandetta, têm-se a impressão de um homem devorado por dentro pelas suas próprias incoerências. Elas chocam e vão de encontro com a opinião pública que deu 75% de avaliação boa ao médico demitido. Rei morto rei posto. E não digo isso pela sucessão de um técnico pelo outro. Trato da necessidade de conflito constante com inimigos imaginários na opinião de uns, e reais pela concepção de Bolsonaro. Para o presidente, Mandetta teria se tornado o “queridinho da esquerda” quando, no máximo, tentava cumprir o que mais de 190 países no mundo já faziam, inclusive os Estados Unidos grande referência para o governo brasileiro ,mas era sabotado vergonhosamente pelo funcionário público número um do País e de onde deveria vir o exemplo maior. Há um dito popular que diz que a autoridade máxima durante um incêndio é o bombeiro, não governador ou prefeito. Mandetta er...

Os (oito) pecados capitais

Os (oito) pecados capitais Enfim, acabou a novela sobre a demissão de Henrique Mandetta do Ministério da Saúde. O novo ministro é o oncologista carioca, Nelson Teich (pronuncia-se Taiche).   Na primeira fala como mais novo comandante da pasta, Teich disse que não muda o isolamento, importância da economia, necessidade de teste em massa tudo que o demissionário dizia. Cabe a pergunta: Por que então demitiram Mandetta? Numa resposta honesta, dá para dizer que foi por pura inveja. Mas é importante aprofundar por pelo menos um tema: a vacinação em massa. Hoje, os principais insumos, materiais e expertise são oriundos da China. Nesse país se produz quase 90% de todos os equipamentos para auxiliar no combate à pandemia provocada pelo Coronavírus. A questão, por incrível que pareça, não é nem financeira. O grande problema é que todos os outros países também querem os mesmos equipamentos. Para aumentar o nosso drama, no Brasil temos tido ações que não contribuem em nada para ...

Bala trocada não dói

Bala trocada não dói. O ainda   ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assumiu hoje durante entrevista diária para divulgar os resultados  sobre a epidemia, que   Bolsonaro já tinha decidido pela sua demissão. No entanto, não se fez de rogado: deixou entender que vai cair atirando, especificamente, no presidente. Mandetta traçou com cuidado uma linha clara que o separa do presidente: ciência versus voluntarismo. Com esse movimento, podemos entender que tenha caído na armadilha feita pelo núcleo militar, que entende que não podem apoiar uma pessoa que desafia constantemente o presidente. O que é pouco comentado, acho, é que Mandetta foi catapultado não apenas por mérito próprio, no máximo seria conhecido como um técnico competente na pasta certa, mas foi a ausência de comando do presidente que deveria unificar o discurso em torno do combate a pandemia, não importando quais seriam as consequências, porque o povo apoiava o confinamento, para depois iniciar...

Um governo tutelado

Um governo tutelado Um dos principais comportamentos da pessoa insegura quando assume qualquer cargo de chefia é a necessidade de explicitar em todos momentos quem é que manda. As reuniões com as altas patentes militares lembra um pedido de permissão por parte de Jair Bolsonaro. É desse modo que o presidente age. Foi assim com o ministro da economia, Paulo Guedes, foi assim com Sergio Moro, ministro da Justiça. Mas não foi assim com Luiz Henrique Mandetta, da saúde. O que menos importa é se ele sai ou se fica. Mas qual o tamanho que vai adquirir ao sair. As tropas bolsonaristas já   deu início a destruição de reputação de Mandetta, o que teria levado ao pedido de demissão de Wanderson Oliveira do cargo de Secretário Nacional de Vigilância antecipando-se ao próprio chefe. À frente do cargo desde janeiro do ano passado, o doutor em epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ele coordenou a resposta nacionalmente à pandemia de influenza e é funci...
Brasil, país onde até o passado incerto Parodiando canção de uma banda gaúcha chamada Engenheiros do Havai, de muito sucesso entre as décadas de 1980 e 1990, quando cantava numa espécie de jogo de palavras que o papa era pop, parece que o Covid-19 também não poupa, mas nesse caso quase ninguém. Quase, porque o presidente Bolsonaro parece não se importar, das duas uma ou as duas: ou contraiu e não quis revelar por conta do espírito de negação que o possuiu nos últimos meses e que apenas ele mesmo, ou os médicos podem confirmar, ou, o já chamado Capitão Cloroquina, fora contaminado, usou a substância que propagandeia aos quatro ventos e se tornou imune. A mesma sorte parece não ter acompanhado o inimigo número dois do presidente, o governador do Rio Wilson Witzel, que agora faz parte da estatística de contaminados, junto com o governador do Pará, Helder Barbalho, que também testou positivo.   Nas redes sociais, confessa ter testado positivo para Coronavírus. Segundo relat...

A chapa quente de Brasília

A chapa quente de Brasília Parece que a chapa de queimar hambúrgueres e reputações de Brasília continua incandescente. Uma ação proposta pelo Ministério da Justiça, pasta comandada por Sérgio Moro, que se destinaria a comprar 600 tablets para que presidiários conversassem com seus familiares, por conta da precaução de contaminação do sistema penitenciária, recebeu crítica do deputado Eduardo Bolsonaro ao compartilhar um twitte com críticas a realização da compra. Poucos antes o filho vereador, Carlos Bolsonaro, que por não ter nada para fazer na cidade foi se abrigar numa brinquedoteca de Brasília, já tinha retuítado mensagem sobre “destruição da moralidade.” A alça de mira dos Bolsonaro e sua horda   parece sempre muito afiada sempre dispostos a incinerar qualquer um que se destacar e se tornar um possível adversário do papai ou por pura inveja mesmo, foi assim com Gustavo Bebbiano, general   Santos Cruz com o próprio Sérgio Moro,   ou alguém esquece das frituras...

O prefeito vai bem, obrigado!

O prefeito vai bem, obrigado! O estado do Rio chega neste início da semana com 3.221 casos e 182 mortos. O que é mais grave: com a capacidade de leitos comprometidos em 70%. A capital lidera o ranking seguida de Niterói, Volta Redonda, Nova Iguaçu e Duque de Caxias. Porém, esses números parecem não convencer boa parte dos prefeitos da Baixada Fluminense. O que é uma temeridade. Normalmente, por não ter um sistema de saúde decente para atender a população, a política de saúde da região se resume a despejar pacientes nos grandes hospitais da capital. Esse problema é recorrente há anos, normalmente, para serem atendidas, as pessoas simulam mais gravidade do que realmente doença é. Parece que o Covid-19, causador da pandemia mundial, tem a capacidade não apenas de matar suas vítimas, mas também de desmascarar políticos hipócritas. Foi assim com o presidente Bolsonaro, ao ser perguntado sobre a entrevista do Ministro Mandetta ao programa Fantástico “eu não assisto a globo”, re...

Que tenha um bom parto, Bolsonaro

Que tenha um bom parto, Bolsonaro Depois do alerta da embaixada dos Estados Unidos, agora são as da Itália e Alemanha que fazem apelo para que seus cidadãos que estiverem no brasil por pouca duração, que volte imediatamente aos seus países. Como um tubarão detectando sangue na água,   eles sabem, muito por conta do comportamento irresponsável do presidente Bolsonaro, o que esperar do Brasil. Na sexta-feira, irritado depois de ter presenciado panelas sendo batidas em sua homenagem, respondeu a jornalistas que fora fazer exame de “gravidez”, num hospital militar em de Brasília. Cada vez mais isolado, acena para ninguém, logo depois da inauguração de um hospital de campanha em goiás, tendo de se contentar com profissionais presentes no local. Enquanto isso, governadores e prefeitos sem ter uma orientação centralizada com o governo federal fazem o que eles acham ser melhor para sua população.// Além é claro de elevar a temperatura política-eleitoral, por saberem que isso tira...