Reflexo de uma loucura


Reflexo de uma loucura

Para a ambição despótica do presidente Jair Bolsonaro parece não haver limite, tampouco responsabilidade. Após acusar Rodrigo Maia de querer o seu lugar, convocou sua militância a ir às ruas, mesmo com todo perigo que representa aglomeração devido ao Covid-19.
O ocupante do Palácio do Planalto com seus arroubos, lembra o mito do rei Midas, só que olhando pelo reflexo de um espelho. Uma cópia, uma imitação, apenas uma representação do contrário.
De acordo com a mitologia Grega, Midas foi um rei que certa vez auxiliou um velho que criara Baco, deus do vinho e da orgia, como recompensa, Baco concedera apenas um desejo a Midas. Sem refletir, pediu que tudo que ele tocasse virasse ouro.  Ao perder a filha, transformada em estátua de ouro de- pois de ser tocada por ele. Arrependeu-se e Baco retirou o que se tornara uma maldição.
Como um Midas ao contrário, Bolsonaro consegue transformar em algo ruim tudo o que toca, no caso dele, que convive. Faz coisas que praticamente julgaríamos impossível. Não é fácil unir em qualquer pauta os onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ou transformar uma bruxa numa topmodel, como acontece com o Congresso Nacional, antro de corrupção e fisiologismo, mas que já conquista a simpatia de muitos. 
Consegue transformar um político enrolado como Rodrigo Maia numa espécie de moderado, sensato, líder.
A reação de Bolsonaro já começou, ao convocar partidos do Centrão como os Progressistas e o PSD numa clara tentativa de esvaziar o poder de Maia. Uma jogada perigosa e tardia. Porque oferecendo cargos, principalmente no Nordeste, aonde o PT ainda dá as cartas, vai se afastar ainda mais dos libertos que saíram do jugo da hoste bolsonarista.
Bolsonaro foi o responsável pela eleição de Rodrigo. Na vida real, o povo diz, em pesquisa, apoiar multa para quem sair às ruas  sem proteção. Mais uma derrota para o presidente.
Um termômetro para saber o grau de desespero da tropa bolsonaristas são os xingamentos a todos que pensam diferente deles nas redes sociais. Mas não há espaço para um impedimento, até porque do jeito que vai a carruagem serão mais dois anos passando vergonha.

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