Eles, o povo.


Eles, o povo.

Até quando acerta, o governo Bolsonaro erra. Parece implicância, mas a dubiedade em liderar, somada a falta de compostura verborrágica ameaça jogar no lixo uma das melhores propostas de Medidas Provisórias já enviada pelo governo ao Congresso: trata-se do Contrato Verde e Amarelo para incentivar a geração de empregos.
A MP consiste em contratação mais simples e com menos custos, para o empregador. E voltada para jovens de 18 a 29 anos; estendida na Câmara para trabalhadores acima de 55 anos e com mais de um ano sem carteira assinada. E as empresas também podem ter até 25% dos funcionários nas novas regras.
No entanto, se a MP não for votada pelo Senado até segunda-feira ela caduca, ou seja, será arquivada.
Mas, o que fica patente e deixa qualquer pessoa estarrecida, é saber o motivo pelo qual o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, toma essa decisão: demissão de Mandetta e a fala infeliz do presidente ao, mais uma vez, errar o canal de interlocução com crítica, até legítima, a Rodrigo Maia.
Então ficamos assim, uma MP que seria fundamental para a retomada do crescimento e que atingiria as pessoas mais vulneráveis à procura do emprego, jovens sem experiência e pessoas consideradas velhas, não será apreciada porque o presidente ofendeu Rodrigo Maia do mesmo partido de Alcolumbre?
Ora, num jogo em que não existe santo, por qual motivo colocar as pessoas que não têm nada a ver com essa birra no Purgatório? É indecorosa e covarde a postura de Davi Alcolumbre em não querer apreciar a MP.
É o típico movimento eleitoreiro ao qual estamos acompanhado no Brasil há anos. Vivemos de eleição em eleição. Como pobres diabos em busca de uma redenção salvadora.




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