A chapa quente de Brasília


A chapa quente de Brasília

Parece que a chapa de queimar hambúrgueres e reputações de Brasília continua incandescente. Uma ação proposta pelo Ministério da Justiça, pasta comandada por Sérgio Moro, que se destinaria a comprar 600 tablets para que presidiários conversassem com seus familiares, por conta da precaução de contaminação do sistema penitenciária, recebeu crítica do deputado Eduardo Bolsonaro ao compartilhar um twitte com críticas a realização da compra. Poucos antes o filho vereador, Carlos Bolsonaro, que por não ter nada para fazer na cidade foi se abrigar numa brinquedoteca de Brasília, já tinha retuítado mensagem sobre “destruição da moralidade.”
A alça de mira dos Bolsonaro e sua horda  parece sempre muito afiada sempre dispostos a incinerar qualquer um que se destacar e se tornar um possível adversário do papai ou por pura inveja mesmo, foi assim com Gustavo Bebbiano, general  Santos Cruz com o próprio Sérgio Moro,  ou alguém esquece das frituras pública?, e o mais recente o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esses personagens foram em algum momento vítimas por um ou pelo outro motivo já citados.
Por óbvio, o Estado é responsável pelas vidas daqueles que tutelam. Por transparente, existem leis que orientam esses tipos de ação. Por deputado foi o embaixador sem nunca ter sido parece que faz questão de esquecer que faz parte de uma Casa de Lei, que poderia ele mesmo propor essas mudanças ao invés de ir à rede social e causar esse tipo de constrangimento.
Não foi a primeira imbecialidade que Eduardo Bolsonaro comete, não dar para esquecer que há pouco dias quase inviabilizou a compra de produtos fundamentais para o combate ao Coronavírus com uma crítica fora de hora, infantil.
Através de nota, o Depen informou que o projeto ainda está em fase de concepção e não permitido que os equipamentos fiquem sob o controle dos presos. Segundo o órgão, a medida deve aprimorar a segurança das unidades. "Destaque-se que atualmente todas as unidades prisionais do Brasil estão com suas visitas suspensas a fim de prevenir proliferação do covid19", concluiu o comunicado.
A família Bolsonaro há tempos, deixou de ser irresponsável, tornou-se um perigo real ao Brasil. Quem sabe projetos como esse não seja benéfico tanto no presente, quanto no futuro, já que o Zero Um anda bem enrolado para um cidadão de bem. Tristes trópicos.

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