Quem irá por nós?
Quem irá por nós?
Esses tempos de
Coronavírus e pandemia forçou grande parte das pessoas, principalmente as mais
conscientes da gravidade, um isolamento dolorido, mas necessário. Com isso, e
tomado de parafernálias eletrônicas por todos os lados, não foi difícil chegar
vídeos, áudios e texto de diversas partes, inclusive de Queimados.
Através de vídeos, sim
foram mais de um que passeou na minha timeline, descobri que a campanha já
começou. Meio envergonhada, é claro. Mas já tá nas ruas. O Tribunal Regional
Eleitoral (TRE) vai ter trabalho. Isso porque promete ser uma eleição atípica:
tem período exíguo e grana curta.
Com o caixa em baixa,
principalmente depois da canetada do governador Witzel proibindo as blitzs que
engordava, sem qualquer cerimônia a caixinha eleitoral e os depósitos de carros,
Haja sola sapato.
O primeiro vídeo a passar
pelo meu facebook foi o do secretário de educação, Lenine Lemos. Dizem que será
o candidato da situação. E que situação! Um município superlotado de cargos
comissionados, onde a saúde é péssima, as pessoas são maltratadas
diuturnamente. Pelo número de profissionais de saúde no município vê-se que a
coisa não será fácil. Quando perguntarem, por exemplo, se ele será o candidato
da continuidade, é bom o professor pensar logo numa resposta para esse tipo de
questionamento. Num município miserável, não por falta de verbas, mas pelo serviço
que é oferecido à população que tem de esperar cesta básica do governo estado,
para o município fazer o marketing perverso na distribuição. Ou algum programa
voltado para os alunos da rede pública municipal. O que não faltará será
inquirição. Não divido que quando chegar mais à frente pode haver um falso
rompimento. Comum na Baixada.
À tarde, Zaqueu Teixeira,
também deu o ar das graças por aqui. Indignado, mostrou o que seria um contrato
de um aditivo de mais sete milhões na obra da futura sede do governo municipal.
Em se confirmando é grave. Mas o tom teatralidade lembrava um canastrão (mau
ator). Sem contar que por mais que se tente libertar, ainda é identificado como
petista. O que virou sinônimo de quase pestilento.
Mas nenhum outro vídeo foi
tão, digamos, fora de propósito, quanto o da deputada Alana Passos, que
intitula como “família Bolsonaro”, ou seja, lá o quê isso significa, todo seu
grupo. Particularmente acompanhei muito espalhafato aos anúncios candidaturas,
mas pré-candidatura, nunca.
O pré-candidato Major
Rodrigues, seguindo a tendência de usar o posto militar como prenome, como se
isso servisse como salvo-conduto para enobrecer algum currículo, o quê não
necessariamente seja verdade. Câmara e
Senado estão cheios. Inclusive no Planalto. Muitos desafios esperam o
pré-candidato, o primeiro é herdar um problema do tamanho do mundo chamado
Flávio Bolsonaro, justamente o padrinho político da deputada, envolvido com
suspeitas de crimes na Alerj, que recorre a todo o momento ao Supremo pedindo a
extinção da investigação. Existe um político que age da mesma forma. Ganha uma
passagem para Wuhan quem adivinhar. Eu digo: Lula. Veja, nenhum dos dois quer
provar inocência. Querem que não exista qualquer investigação. Enquanto escrevo,
Moro ameaça largar o osso caso Maurício Valeixo seja trocado no comando da
Polícia Federal.
Com um presidente mais
perdido do que cachorro que cai de carro de mudança, crise humanitária causado
pelo Covid-19, Um insensível negacionista, que responde não ser coveiro a uma
simples pergunta, fazendo pouco caso da dor das pessoas “gripezinha,
resfriadinho” (40 dias para se referir às famílias das vítimas). Ao não mostrar o exame de Covid-19, nega o João 8:32.
O candidato da família
Bolsonaro vai ter de gastar muita saliva para mostrar que, caso ganhe, não será
tão incompetente quanto o ocupante do Planalto. Porque na hora do vamos ver não
adianta dá ordinário marche.
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