Os (oito) pecados capitais


Os (oito) pecados capitais

Enfim, acabou a novela sobre a demissão de Henrique Mandetta do Ministério da Saúde. O novo ministro é o oncologista carioca, Nelson Teich (pronuncia-se Taiche).
 Na primeira fala como mais novo comandante da pasta, Teich disse que não muda o isolamento, importância da economia, necessidade de teste em massa tudo que o demissionário dizia. Cabe a pergunta: Por que então demitiram Mandetta?
Numa resposta honesta, dá para dizer que foi por pura inveja. Mas é importante aprofundar por pelo menos um tema: a vacinação em massa.
Hoje, os principais insumos, materiais e expertise são oriundos da China. Nesse país se produz quase 90% de todos os equipamentos para auxiliar no combate à pandemia provocada pelo Coronavírus.
A questão, por incrível que pareça, não é nem financeira. O grande problema é que todos os outros países também querem os mesmos equipamentos. Para aumentar o nosso drama, no Brasil temos tido ações que não contribuem em nada para minorar a crise.
Foi assim com as manifestações do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, e as declarações do ministro da educação Abraham Weintraub sobre, sem comprovação alguma, as responsabilidades da China.
Para piorar, o País conta com a descrença de um presidente que, por não acreditar, poderia não fazer muita força diplomática para adquirir quantidade de testes, se não na totalidade necessária, ao menos para apontar as principais áreas de contágio, afinal a China é o nosso maior parceiro comercial.
Dos sete pecados capitais que o governo poderia cometer, a inveja de Bolsonaro pela popularidade de Mandetta nem é o maior deles, na verdade, a burrice nem faz parte dessa lista pecados.


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