O prefeito vai bem, obrigado!

O prefeito vai bem, obrigado!

O estado do Rio chega neste início da semana com 3.221 casos e 182 mortos. O que é mais grave: com a capacidade de leitos comprometidos em 70%. A capital lidera o ranking seguida de Niterói, Volta Redonda, Nova Iguaçu e Duque de Caxias.
Porém, esses números parecem não convencer boa parte dos prefeitos da Baixada Fluminense. O que é uma temeridade. Normalmente, por não ter um sistema de saúde decente para atender a população, a política de saúde da região se resume a despejar pacientes nos grandes hospitais da capital.
Esse problema é recorrente há anos, normalmente, para serem atendidas, as pessoas simulam mais gravidade do que realmente doença é.
Parece que o Covid-19, causador da pandemia mundial, tem a capacidade não apenas de matar suas vítimas, mas também de desmascarar políticos hipócritas.
Foi assim com o presidente Bolsonaro, ao ser perguntado sobre a entrevista do Ministro Mandetta ao programa Fantástico “eu não assisto a globo”, respondeu. No entanto, na segunda sentiu-se outra vez encalacrado. Como disse certa vez Machado de Assis: há de se ter boa memória depois que se mente. Mais ainda agora em tempo de internet.
O mundo se esforça para homenagear aqueles que põe sua vida em risco para ajudar outro ser humano.
Antes do presidente, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, durante mais uma retumbância eleitoral junto ao povo evangélico afirmou que a cura viria pela igreja, justificativa para não fechá-las.// Reis foi contaminado pelo Coronavírus e permanece internado. A cura, como afirmou, não virá de qualquer igreja, mas de um hospital privado da Zona Sul do Rio. Ele deve levar ao pé da letra do ditado de que santo de casa não faz milagre.

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