Um governo tutelado
Um governo tutelado
Um dos principais comportamentos da pessoa insegura
quando assume qualquer cargo de chefia é a necessidade de explicitar em todos
momentos quem é que manda. As reuniões com as altas patentes militares lembra
um pedido de permissão por parte de Jair Bolsonaro.
É desse modo que o presidente age. Foi
assim com o ministro da economia, Paulo Guedes, foi assim com Sergio Moro,
ministro da Justiça. Mas não foi assim com Luiz Henrique Mandetta, da saúde. O
que menos importa é se ele sai ou se fica. Mas qual o tamanho que vai adquirir
ao sair.
As tropas bolsonaristas já deu início a destruição de reputação de
Mandetta, o que teria levado ao pedido de demissão de Wanderson Oliveira do
cargo de Secretário Nacional de Vigilância antecipando-se ao próprio chefe.
À frente do cargo desde janeiro do ano passado, o
doutor em epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),
ele coordenou a resposta nacionalmente à pandemia de influenza e é funcionário
de carreira do Ministério da Saúde com mais de 20 anos de atuação na área.
Não é qualquer profissional quem estava a pedir para
que as pessoas ficassem em casa, era um funcionário com grande experiência.
Salvo poucas exceções, parece que esse governo não gosta de gente competente.
Prefere lacração. Mandetta (escrevo antes) se demitido for, será a primeira vez
que manda embora um funcionário por ser altamente competente.
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