O bombeiro é quem deveria mandar
O bombeiro é quem deveria mandar
A denotar a face do presidente ao comunicar a demissão
do agora ex-ministro da saúde Henrique Mandetta, têm-se a impressão de um homem
devorado por dentro pelas suas próprias incoerências. Elas chocam e vão de
encontro com a opinião pública que deu 75% de avaliação boa ao médico demitido.
Rei morto rei posto. E não digo isso pela sucessão de um
técnico pelo outro. Trato da necessidade de conflito constante com inimigos
imaginários na opinião de uns, e reais pela concepção de Bolsonaro.
Para o presidente, Mandetta teria se tornado o “queridinho
da esquerda” quando, no máximo, tentava cumprir o que mais de 190 países no
mundo já faziam, inclusive os Estados Unidos grande referência para o governo
brasileiro ,mas era sabotado vergonhosamente pelo funcionário público número um
do País e de onde deveria vir o exemplo maior.
Há um dito popular que diz que a autoridade máxima durante
um incêndio é o bombeiro, não governador ou prefeito. Mandetta era o bombeiro.
A despeito das opiniões que o cidadão Bolsonaro tenha
de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, o cargo ao qual está, democraticamente,
empossado requer o mínimo de liturgia, mas pelo jeito ainda age como se fosse
um deputado obscuro do baixo clero, que
sempre defendeu pensões para filhas “não casadas” de militares por exemplo.
Quando vai às redes sociais e de televisão acusar Maia
de querer retirá-lo do cargo Bolsonaro faz mais um jogo retórico e perigoso. Assim
como afirmou que a eleição da qual saiu vencedor foi fraudada, agora mais uma
vez faz acusação grave contra o Congresso. No entanto, desta vez cita a fonte:Agência Brasileira de Informação.
Ora, cabe então alguns questionamento: como a Abin
obteve essa informação? Será que voltaram a praticar arapongagem (escutas
clandestinas)no Congresso? Mais uma vez, Bolsonaro se enrola em suas retóricas.
Só que desta vez, arrastando os milicos para o lodaçal de incoerência.
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