É a vida
Tenho certeza que essas eleições ficarão marcadas para sempre no imaginário dos brasileiros. Primeiro, pela quantidade de boatos, principalmente no espaço livre que é a internet. Antes, se queriam usá-la como ferramenta de esclarecimento de ideias e programas, passou a usá-las para fazer política rasteira e tacanha.
Acho que todas as pessoas de bem são a favor da vida. Ponto pacífico, não é mesmo? No entanto, alguns sofismas são lançados, como carapuça a procurar uma cabeça da mesma dimensão.
Sofisma por sofisma acho que posso lançar o meu. A Igreja é sem dúvida a favor da vida, mas decidir o que a mulher deve ou não deve fazer com seu corpo é outra coisa, como diria o ex bravo Genuíno uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. Mas vejamos: A Igreja é contra o aborto, mas cobra caro nas suas pontifícias educacionais, colégio religioso, nem pensar. Inviável.
Dificilmente um pobre teria condições de bancar um curso numa dessas instituições. Vá saber se as mulheres do Santa Marta, que saem cedo para o batente consegue vaga na pré escola do Santo Inácio, vizinho do morro.
Ora, concordo que a Igreja seja a favor da vida não poderia ser diferente. Mas, imagino que, junto desse desprendimento deveria olhar com mais carinho pelos que já estão grandinhos. Já foi o tempo da roda dos enjeitados. Não seria melhor ir além da defesa da vida socializando também o acesso às instituições educacionais, para os pobres não abortados?
Acho que todas as pessoas de bem são a favor da vida. Ponto pacífico, não é mesmo? No entanto, alguns sofismas são lançados, como carapuça a procurar uma cabeça da mesma dimensão.
Sofisma por sofisma acho que posso lançar o meu. A Igreja é sem dúvida a favor da vida, mas decidir o que a mulher deve ou não deve fazer com seu corpo é outra coisa, como diria o ex bravo Genuíno uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. Mas vejamos: A Igreja é contra o aborto, mas cobra caro nas suas pontifícias educacionais, colégio religioso, nem pensar. Inviável.
Dificilmente um pobre teria condições de bancar um curso numa dessas instituições. Vá saber se as mulheres do Santa Marta, que saem cedo para o batente consegue vaga na pré escola do Santo Inácio, vizinho do morro.
Ora, concordo que a Igreja seja a favor da vida não poderia ser diferente. Mas, imagino que, junto desse desprendimento deveria olhar com mais carinho pelos que já estão grandinhos. Já foi o tempo da roda dos enjeitados. Não seria melhor ir além da defesa da vida socializando também o acesso às instituições educacionais, para os pobres não abortados?
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