A cidade no alto da montanha

Eu garanto: tenho tentado entender as tranformações que acontecem nesse mundo. Antes essas mudanças aconteciam de forma gradual, onde o tempo era um aliado confiável. Hoje esse aliado parece ter trocado de mal com todos nós. Cada vez menos disponível imputa-nos à condição de subserviente  a ele, sem a mínima cerimônia.
O imediato, o hedonismo é uma constante nos dias de hoje. Vê pela TV o povo americano comemorando a morte de Osama Bin Laden, como se um dos times mais famosos de baseball tivesse quebrado seu jejum de títulos foi um misto de tristeza e dúvida.
O país que mata com o subterfúgio de implantar democracias pelo mundo, nesse caso, não conseguiu cumprir uma premissa básica, talvez por esquecimento, de um país democrático: quem julga é a justiça. Por mais nojento que seja a atitude de um homem, isso não dá o direito de exterminar quem quer que seja por mais vil que o indivíduo possa ser.
Na verdade, os americanos coléricos, e com razão por causa de 2001, quebrou um elo importante da democracia: o direito de qualquer pessoa ter um julgamento  "justo", assim como foi feito com Saddam logo depois que fora descoberto em um buraco.
Na realidade a democracia, a igualdade reverberada pelo governo americano serve apenas para seus cidadãos. Porque no resto do mundo tortura, mata, invade outros países sem qualquer cerimônia. E não importa quem esteja na Casa Branca, a lógica belicista. E a decepção com um homem, que nos discursos afirmava o nascimento de um país mais plural, que, na verdade, maculou e deixou muita gente da chamada geração "O"- Obama- com o moral bem reduzido.
Sinceramente, motivos para outros ataques horrendos e covardes não faltarão.

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