Estado separado
Um homem preso na Tijuca, por estar fotografando um carro da polícia, ouviu a seguinte frase de um dos policiais "A sua sorte é que estamos na Tijuca, se estivesse na Baixada estava morto". A primeira vista a frase pode soar como falácia porém, para quem conhece a região é uma verdade desconcertante.
Com a fusão do estado do Rio com o estado da Guanabara supunha-se que os serviços, emprego e oportunidades diversas chegariam à região como por osmose. Inocente engano. Há muito tempo as pessoas da Baixada são tratadas como cidadãos de segunda em todos os aspectos: educação, saúde, lazer. Sempre disse e reafirmo: é muito melhor morar nas favelas do Rio que num dos municípios da Baixada. Numa comparação rápida verá, amigo leitor, que não exagero. Nenhum dos municípios da região conta com estruturas similar à da Mangueira no quesito esporte; educação? Nunca tivemos escolas públicas de qualidade e na mesma profusão do Rio. Claro muitas delas existem há anos, mas porque não construir similares na Baixada? Lazer, se comparar, aí é de doer mesmo. Saúde? O que é isso?
Tudo bem amigo leitor, o Rio é cartão de visita do Brasil, claro. Mas também há uma lógica da visibilidade, do retorno. Investir em favelas dá uma sensação de tudo pelo social, que as empresas necessitam muito, para parecer mais responsável como se isso bastasse. Entendo também que a fama dos prefeitos da região não tem muito apelo para fazer parcerias com empresas privadas, mas pelo menos na área de serviço poderia nos oferecer coisas melhores. Um exemplo? Internet banda larga, pagamos preços escorchante para que a única empresa que domina a região possa ter caixa para concorrer com outras mais baratas que só chegam ao município do Rio. É uma lógica covarde, tira-se de quem tem menos, para dar aos que tem mais.
Com a fusão do estado do Rio com o estado da Guanabara supunha-se que os serviços, emprego e oportunidades diversas chegariam à região como por osmose. Inocente engano. Há muito tempo as pessoas da Baixada são tratadas como cidadãos de segunda em todos os aspectos: educação, saúde, lazer. Sempre disse e reafirmo: é muito melhor morar nas favelas do Rio que num dos municípios da Baixada. Numa comparação rápida verá, amigo leitor, que não exagero. Nenhum dos municípios da região conta com estruturas similar à da Mangueira no quesito esporte; educação? Nunca tivemos escolas públicas de qualidade e na mesma profusão do Rio. Claro muitas delas existem há anos, mas porque não construir similares na Baixada? Lazer, se comparar, aí é de doer mesmo. Saúde? O que é isso?
Tudo bem amigo leitor, o Rio é cartão de visita do Brasil, claro. Mas também há uma lógica da visibilidade, do retorno. Investir em favelas dá uma sensação de tudo pelo social, que as empresas necessitam muito, para parecer mais responsável como se isso bastasse. Entendo também que a fama dos prefeitos da região não tem muito apelo para fazer parcerias com empresas privadas, mas pelo menos na área de serviço poderia nos oferecer coisas melhores. Um exemplo? Internet banda larga, pagamos preços escorchante para que a única empresa que domina a região possa ter caixa para concorrer com outras mais baratas que só chegam ao município do Rio. É uma lógica covarde, tira-se de quem tem menos, para dar aos que tem mais.
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