Eu não sou unânime
No ano do centenário de nascimento do dramaturgo e jornalista, Nelson Rodrigues, autor da já famosa frase que diz que toda unanimidade é burra, lideranças, políticos, intelectuais e aspones da cidade de Queimados, na Baixada Fluminense, estão empurrando guela abaixo o melhor dos mundos quando se trata da administração do município e relegando a célebre frase desse gênio.
Poucas vezes, durante toda minha vida, vi tamanha coalisão política em torno de um só nome como o que esta ocorrendo na candidatura do atual prefeito, Max Lemos, à reeleição.
É evidente que nesses 20 anos de emancipação político-administrativo, com exceção, talvez do mandato do Dr Jorge, o município nunca tenha tido tamanho crescimento. No entanto, esses apoios esfuziantes cria uma falsa sensação de que o dever já foi cumprido, mesmo afirmando na campanha que falta e dar para fazer ainda mais. Uma coligação enorme dá ideia de como será a partilha do poder, tamanho interesses que estão em jogo.
Fica evidente que não existe, hoje, candidato para brigar diretamente para evitar que o atual prefeito seja reconduzido a um segundo mandato. O principal rival, que parece saber que não tem condições de lutar pela vaga, haja vista a rejeição pelos eleitores, entrou apenas para eleger o filho e tentar manter uma nesga de poder do seu antigo califado.
O que é preocupante nisso tudo são pessoas que sempre tiveram como principal norte um senso crítico apurado, que levantava questões importantes para o centro do debate. Políticos questionadores, artistas que através da arte mandava seu recado. Que hoje parece terem sido cooptados pelo fisiologismo destruidor de ideias.
Queimados esta melhor que antes, mas não é o melhor dos mundos; que boa parte dos 'formadoeres de opinião' estão propalando aos quatros cantos. Entendo, que para alguém que tenha a amizade do governador a saúde do município entre outras demandas, pede socorro. Sacrilejar um das nossas maiores personalidades, como Nelson, é também chamar muitos que veem de forma crítica o andamento político em Queimados de... unânime.
Poucas vezes, durante toda minha vida, vi tamanha coalisão política em torno de um só nome como o que esta ocorrendo na candidatura do atual prefeito, Max Lemos, à reeleição.
É evidente que nesses 20 anos de emancipação político-administrativo, com exceção, talvez do mandato do Dr Jorge, o município nunca tenha tido tamanho crescimento. No entanto, esses apoios esfuziantes cria uma falsa sensação de que o dever já foi cumprido, mesmo afirmando na campanha que falta e dar para fazer ainda mais. Uma coligação enorme dá ideia de como será a partilha do poder, tamanho interesses que estão em jogo.
Fica evidente que não existe, hoje, candidato para brigar diretamente para evitar que o atual prefeito seja reconduzido a um segundo mandato. O principal rival, que parece saber que não tem condições de lutar pela vaga, haja vista a rejeição pelos eleitores, entrou apenas para eleger o filho e tentar manter uma nesga de poder do seu antigo califado.
O que é preocupante nisso tudo são pessoas que sempre tiveram como principal norte um senso crítico apurado, que levantava questões importantes para o centro do debate. Políticos questionadores, artistas que através da arte mandava seu recado. Que hoje parece terem sido cooptados pelo fisiologismo destruidor de ideias.
Queimados esta melhor que antes, mas não é o melhor dos mundos; que boa parte dos 'formadoeres de opinião' estão propalando aos quatros cantos. Entendo, que para alguém que tenha a amizade do governador a saúde do município entre outras demandas, pede socorro. Sacrilejar um das nossas maiores personalidades, como Nelson, é também chamar muitos que veem de forma crítica o andamento político em Queimados de... unânime.
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