A Covid-19 não tem ideologia presidente
A
Covid-19 não tem ideologia presidente
Após idas e vindas em
adotar medidas mais restritivas ou não a Suécia parece estar se livrando do mal
do Coronavírus. É o que afirmou Michel Ryan, diretor executivo da Organização
Mundial da Saúde (OMS) e especialista em saúde emergencial.
A notícia serviu como uma
luva para grupos anticofinamento no Brasil, que apenas entendem e divulgam a
parte que querem, ou seja, (pesquisas mostram isso) a manchete que lhes convém. Inclusive a própria OMS que é usada como referência apenas nesses casos, para reforçar o discurso. Do contrário é só críticas, muitas infundadas.
É verdade que entre os
meses de março e abril, a Suécia se recusou a implementar leis mais restritivas
como em outros países da Escandinávia, região ao Norte da Europa (também fazem
parte Dinamarca e Noruega). Lá, diferente do Brasil, as autoridades não ficaram
batendo cabeça, com um presidente que não chama para si a responsabilidade que
as urnas o confiou.
O modelo adotado foi a
política baseada em compreensão, cuidado e segurança com o próximo. Ou seja,
uma forma de isolamento social baseado em cidadania.
Mas aí o incauto leitor questiona:
Mas isso é coisa de país desenvolvido. Sim e não. A resposta do lado positivo é que são países
que sempre encontraram na educação a melhor maneira de se investir para
tornarem-se um povo “civilizado”. O não é porque no Brasil, especificamente no
Rio, muita gente está dando uma demonstração de cidadania comovente, mesmo sem
formação a mais basilar. Apesar do descaso das autoridades, as favelas, a
Baixada Fluminense, com auxílio da Igreja estão se movimentando porque já
compreenderam que não poderão contar com ajuda do Estado. O exemplo é a união
para desinfetar ruas e vielas e a distribuição de cestas básicas pelas Igrejas Católicas
na Baixada.
É evidente que essas ações
isso são insuficientes, mas o querer e propor fazer, por menor que seja o ato,
é melhor que a letargia demonstrada consonante ao mau comportamento de um
presidente insensível.
Na realidade, parece ser
falacioso dizer que a Suécia não teve política de isolamento, a diferença é que
pela característica de sua população, foi possível outro modelo: impensável em
outras partes do mundo, principalmente no Brasil.
E o modelo de direita e
esquerda muito evocado para o confronto político por aqui não teve vez em
países que encararam esse mal como o verdadeiro inimigo.
Houve lockdown
na Nova Zelândia e Austrália primeiros países a vencerem a Covid-19, o primeiro
entendido como de esquerda, e o segundo de direita.
Então fica entendido que a
questão não é posicionamento ideológico, mas capacidade de gerir crises,
transparência, exemplo e honestidade ao falar para o povo. Mas para alguns,
essa manchete não seria lida.
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