Quem paga a conta, Negão?
Claudio Costa Rosa
A chamada nova política
que Bolsonaro e seu grupo traziam na ponta da língua, parece que ficou mesmo apenas
no discurso. Veja o caso do deputado Hélio Lopes, ou como preferir Hélio
Negão (PSL/RJ). Se não consegue associar o nome à figura é só olhar por trás dos ombros
do presidente da República que vai encontrar aquela pessoa opulenta de olhos esbugalhados de
uma devoção canina ao "mito."
A austeridade no trato da
coisa pública recebeu dois baques: o primeiro foram os gastos com o cartão
corporativo pela presidência, o segundo foi do deputado Hélio Lopes, ou Negão,
como preferir, que resolveu recorrer à cota parlamentar com o intuito de
divulgar seu primeiro ano como parlamentar.
As informações são do
próprio site da Câmera. Hélio gastou R$ 44 mil do dinheiro público para espalhar
20 outdoors pela Baixada Fluminense em partes do Rio.
O site o Antagonista
confirmou a prestação dos serviço ouvindo uma das sócias da empresa contratada,
criada em 2018, fica localizada em Duque
de Caxias.
O deputado teria admitido
os gastos e disse não ver nada demais. O argumento do deputado foi que no ano
de 2019 “sobrou muita coisa” da cota parlamentar. Segundo ele, os outddors não
eram para “autopromoção” mas, sim, para “prestar contas” das emendas que
conseguiu.
“Se eu quisesse me
autopromover, eu viria a candidato a prefeito”, teria dito ao site noticioso.
No período da pandemia da
Covid-19, a partir de março, Hélio negão já gastou R$ 16 mil do cotão para
aluguel de carros, mesmo que em Brasília ele costuma pegar carona em caros
oficiais da Presidência da República.
Para quem ainda não
associou o nome à figura de um quase papagaio de pirata, Hélio Negão é
queimadense, praça paraquedista DO Exército,e foi candidato a vereador no município
de Nova Iguaçu, em 2016, pelo Partido Social Cristão (PSC) que fazia parte da
coligação “A mudança Começou”, obtendo apenas 480 votos, ou 0,13% do total.



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