Segunda-feira explosiva


Esta segunda promete ser mais um dia agitado a respeito do inquérito sobre a série de pistas deixadas por Sergio Moro no dia do pedido de exoneração; e trata da possível tentativa de o presidente Bolsonaro interferir na Polícia Federal e com qual intuito.
Um dos principais personagens deve depor em Curitiba, Maurício Valeixo, ex-diretor geral da Polícia Federal e principal motivo para a demissão do ex-ministro Moro. Bolsonaro teria pressionado Moro para que substituísse Valeixo, por um nome indicado pelo presidente: Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Abin, e amigo dos filhos de Bolsonaro, que também prestará depoimento no mesmo dia, só que em Brasília.
O depoimento de Valeixo é considerado fundamental no processo de convencimento da Procuradoria Geral da República para abrir inquérito contra Bolsonaro, coisa que o PGR está predisposto a enterrar.
Na manhã desse domingo, Ramagem teve encontro reservado com Bolsonaro chegou por volta das 9h e saiu às 13h.

Memória

Ao pedir demissão, Moro afirmou que a troca do diretor geral da PF era uma tentativa de Bolsonaro interferir indevidamente na autonomia da corporação. Aa declaração levou o ministro do Supremo Tribunal Federa (STF) Alexandre de Moraes a barra a nomeação, por indício de desvio de finalidade. Além disso, o ministro do STF, Celso de Mello autorizou a Procuradoria Geral da República a investigar a suspeita elencada por Moro.



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