Um governo de leprosos
O presidente Jair
Bolsonaro e seu governo lembram os reis da Idade Média cujo principal objetivo
era cobrar impostos de camponeses pobres e defender-se de inimigos externos e
internos. Muitos deles jamais colocavam os pés além dos limites dos castelos.
Dentro deles nasciam e morriam. Alguns sofriam com doenças como a lepra ou a
peste bubônica.
Há uma gangrena nessa
administração cuja origem é o próprio Bolsonaro. Nem precisa fazer um paralelo
com sua ida aos Estados Unidos, e que mais da metade da comitiva voltou contaminada
com a Covid-19.
A podridão ficou à mostra
com a demissão de Sergio Moro e tudo que disse no momento do pedido de
exoneração. Um homem que exerceu por 22 anos a magistratura, ter sido juiz
auxiliar no Supremo Tribunal Federal e ter colocado na cadeia o presidente mais
popular do Brasil não sairia de forma que mais tarde, como é praxe, o presidente pudesse humilhá-lo ainda mais, e
pior já sem o cargo.
Demorou, mas criou
consciência de que pertencia a um governo pestilento e de onde se originaria a
doença foi espalhando caroços pelo chão como na historinha de João e o Pé de
Feijão. Foi quando, parecendo meio sem querer falou sobre a existência de certo vídeo e de uma reunião de ministro.
Moro é um enxadrista, que
até o momento se porta como o “dono do inquérito”, mas que já prepara o tiro de
misericórdia nesse putrefato governo. Ao requisitar a divulgação do vídeo em que
ele alega ter sido o motivo de sua demissão, estaria ali a prova de que o
presidente teria cometido crime ao dizer que trocaria o superintende da Polícia
Federal, o Diretor-Geral e até mesmo o ministro da Justiça, ele tenta enquadrar
todos que estavam naquela reunião e se esquivaram de tomar uma posição mais
altiva, mesmo quando Moro se retirou da reunião.
Ao fim e ao cabo, Moro
afirma que todos os demais ministros cometeram crime de prevaricação ao se
calarem diante de um crime evidente cometido pelo presidente. Nesse caso, todos
os ministros prevaricaram, dentre os ministros, apenas um agiu corretamente. O
cadáver não poderia continuar insepulcro, Moro jogou a pá de cal. Adeus peste.


Muito boa a matéria! Amei!
ResponderExcluirGrande abraço!
Excluir