Uma Concertação evidente e perigosa
Claudio Costa Rosa
Soa e fede mal a pressão
sofrida pelo Supremo Tribunal Federal nas últimas semanas. Uma orquestração
parece estar sendo tramada para desqualificar as instituições democráticas do
país. Já foram os políticos e partidos; e desta vez é o STF.
Presidentes de dois
poderes, Toffoli e Bolsonaro, se aproximaram muito por conta das capivaras de
cada um, o primeiro com a pensão de 100 mil repassados pela mulher dele; e o
segundo pelas agruras do filho 01, Flavio.
A complacência com que
Toffoli sempre tratou os arroubos do presidente neste momento serve de munição
contra a instituição que preside.
Essa caminhada soa como
intimidação por parte de um poder a outro. Antes, o vice Mourão já fazia
críticas ao ministro Celso de Mello reforçada pelos generais do governo. Ficou
ainda mais patente com a carta divulgada pelo Clube Militar criticando e
condenando o ministro pela forma que deu o despacho de convocação dos generais
Heleno, Braga Netto e Ramos para esclarecer sobre o vídeo do dia 22 de abril,
em que eles teriam presenciado Bolsonaro cobrar de Sergio Moro intervenção na
Polícia Federal.
A pergunta que fica é:
qual será o próximo recado da caserna? Será vale a pena colocar tanto trabalho
e esforço da recuperação da imagem das Forças Armadas a serviço de um
presidente inepto e outrora um tenente rebelde e indisciplinado?
Resta ao STF resistir,
porque leões banguelas ruge, mas não mordem.

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